Está caindo uma chuvinha agora, a Solara está aqui no sofá na sala assistindo um filme (Onward), Wagninho está na mesa com o computador (fazendo um partitura para a Sol), e eu estou no sofá escrevendo meu diário das escrituras, quando....senti vontade de escrever uma experiência que aconteceu sábado.
Sábado a tarde, pedi ajuda da Sol para fazer um jogo de competição com a minha aluna Sarah. Percebi que a Solara estava perdendo em todas as jogadas, e meu coração de mãe sofreu. Eu até quis tentar dar vantagem para ela, mas meu coração cristão não me permitiu. No final ela acabou ganhado a última partida por 1 ponto. Mas fiquei preocupada com as vezes que ela perdeu as outras partidas. Como uma boa mãe, que sinto que sou, planejei em conversar com ela a noite, e pedir desculpas, pois eu havia esquecido que ela não gosta de jogos de competição.
Primeira lição
Me lembrei de ir conversar com ela, no quarto, quando ela foi dormir. E aprendi duas coisas com a Solara nessa noite. Quando pedi desculpas por ter exposto ela à competição ela falou: "Não tem problema mãe, eu não sou tão sensível assim para competição. Eu sou forte!" Aprendi nesse momento, que devo confiar e acreditar que minha filha pode e consegue lidar com adversidades. Isso é importante para o desenvolvimento dela. Ela é capaz, e devo incentivar ela a experimentar não só os sentimentos de alegria e satisfação, mas também de frustração.
Segunda lição
Logo em seguida, a Sol me disse que a Suzana costumava ajudá-la nos jogos de competições com Wagninho. Eu perguntei que tipo de ajuda, e ela respondeu: "Controlando o Wagninho para jogar mais fácil, e me dava umas dicas também." E então a Sol começou a chorar. Nesse momento aprendi a importância dos laços familiares. Como a lembrança da irmã ajudar ela, toca ela profundamente.
Já fazem 2 meses que a Suzana está na BYU, e ainda sentimos muita falta dela, embora percebo que estamos mais acostumados. Ela é uma peça importante na nossa família, pelo fato de ela ser como ela é.
A gentileza, e natureza amigável e protetora da Suzana marcaram na lembrança da Solara. Ao refletir sobre isso, me perguntei então, o que posso fazer de bom, que irá ficar na lembrança dos meus filhos e marido. E claro que essa experiência reforçou ainda mais meu desejo de morar perto da Suzana, e no futuro morar perto do Wagninho e Solara também.
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