"The greatest thing you'll ever learn is just to love and be loved in return"

quarta-feira, 31 de julho de 2024

Eu amo o nosso caos

Há mais ou menos duas semanas, eu tive uma conversa com Wagninho muito esclarecedora. Surpreendentemente, depois dessa conversa não me senti angustiada, como as outras conversas que tive com ele. Dessa vez eu tive a oportunidade de deixar claro o que eu penso sobre nossa família, e o que eu espero dele como parte dessa família. Primeiramente, deixe me explicar como consegui entrar e sair dessa conversa sem uma atitude confrontadora. Tudo começou na noite anterior à essa conversa. Quando eu estava conversando com Wagner sobre Wagninho, no porch. Falei algumas coisas desagradáveis que Wagninho havia feito e dito pra mim naquela semana, e que eu estava só aguentando. E Wagner adicionou alguns adjetivos muito fortes sobre Wagninho, que foi difícil para eu ouvir, mas que eu sei que são verdadeiros. Não é nenhum segredo que Wagninho já me contou mentiras para se favorecer, mentirar bobas e desnecessárias, ou omitiu informações importantes por sei lá quais razões...E isso sempre me preocupou como mãe, mas entendo que ele pode mudar, pois eu já contei mentiras também para me favorecer e com medo de enfrentar a realidade. Até que me cansei de não ser verdadeira, me cansei de não ser uma seguidora de Cristo completa. Fiquei triste de ouvir da boca do meu esposo, aquelas coisas sobre nosso filho. Não me conformei em aceitar que não poderia fazer nada para ajudá-lo. Imediatamente pensei que uma solução que poderia ajudá-lo, além de arrependimento e Cristo na vida dele, seria uma psicóloga ou terapeuta. Então chamei ele para uma conversa, mas ao invés de me comportar como mãe, eu fiz de conta na minha cabeça, que era uma psicóloga. Isso foi um bom exercício mental para me ajudar a desconectar emocionalmente dele, e não sentir as ofensas dele tão forte (é parte do temperamento dele tentar ferir nessas conversas, então já éo esperado). Dentre tantas respostas imaturas às minhas perguntas importantes, eu percebi que algumas pontos precisavam ser esclarecidos para ele. Mesmo assim, foi doloroso ouvir do meu filho que nossa família, nosso lar era um caos. Então tentei explicar à ele que não era meu propósito ajudar alguem que não queria ajuda, mas que para o nosso relacionamento funcionar, sem tantas cicatrizes, algumas coiasa precisavam ficar claras. Uma delas é que apesar de todas as nossas imperfeições, eu amo o caos da nossa família, pois é um caos baseado na tentativa de acertar. É um caos baseado no amor e desejo de melhorar. Ao passo que dizia isso também assegurei meu amor por ele apesar do caos que ele tem me causado. E que é dessa mesma maneira com Jesus; Ele nos ama como somos, o caos do jeito que é. Isso tudo não quer dizer que irei permitir ou ate incentivar desorganizacão e descaso. Nem Cristo aceita o pecado ou rebeldia. Ele ficou impactado com essas palavras, ao ponto de chorar, e me pedir desculpas. Foi uma boa conversa porque finalmente eu consegui definir limites no nosso relacionamento mãe e filho. Sim sou mãe, e isso significa que como a adulta do relacionamento preciso estabelecer limites e exigir o mínimo de respeito para termos um relacionamento agradável e duradouro. Foi o que exigi dele, respeito ao falar comigo, sem ofender, e pensar antes de tentar ofender a nossa família. Fiquei mesmo feliz por ter dado esse passo, e ter controlado minhas emoções. Falei de coração aberto, e estabeleci as regras e consequencias que o desrespeito só resultaria no enfraquecimento do nosso relacionamento. Não desejo isso, mas também tenho limites.