Hoje foi um dia interessante. Como todos os domingos de muito aprendizado hoje não poderia ter sido diferente. Acordamos sem vontade nenhuma de ir a igreja. Eu por razões de desconforto de mulher de todo mês, e Wagner..., bom, não precisa nem esclarecer (puro desânimo).
Eu sempre acreditei que quando estamos sem vontade de fazer alguma coisa boa, é aí que devemos fazer, mesmo sem vontade. Acredito que algo muito bom acontece quando nos forçamos a fazer algo de bom. E sei que quando perdemos um dia de igreja, daí acostumamos e todo nosso domingo e semana fica muito ruim.
Bom, falei para mim mesma deitada na cama: "Levanta e vai" (faz o melhor que você pode mesmo com dor na igreja)....
Então levantei e comecei a me arrumar e apressar as crianças. Depois vi Wagner deitado na cama e ele me disse que não queria ir a igreja. Eu disse que ele deveria ir, e ele foi.
No carro, lembrei sobre o conselho da minha amiga Márcia, de ouvir o esposo e dar atenção e crédito ao que ele sente. Acabei me sentindo mal por ter feito ele ir à igreja mesmo sem vontade, ao invés de ter apoiado ele a ficar em casa ou sei lá...então dugeri ele a ficarmos somente na sacramental e depois poderíamos voltar para casa. Ele concordou e fez uma expressão menos pesada. Quando chegamos na igreja, claro o de costume à situação, algumas pessoas perguntaram impertinentemente sobre nossa data de mudança, sem saberem de nada, me colocando numa situação difícil. Foi então quando me sentei para começar a reunião, que percebi que era domingo de jejum e testumunho ( com minhas dores físicas de sábado acabei esquecendo de começar o jejum). Não que seja ruim, pois amo ouvir os testemunhos de outras pessoas ainda que eu tenha dificuldade para prestar o meu próprio em inglês.
Sabe aquela velha história de que parece que todos os testemunhos são diretamente para você? Pois é, foi bem assim! O que foi extraordinariamente fortificante pra mim...do começo até o final dos testemunhos, o semblante do Wagner era desânimo. As crianças foram as primeiras a irem prestar o testemunho, coisa mais linda Suzana e Wagninho, sentados esperando a vez deles, e logo em seguida, Jarom levanta e senta ao lado deles também para prestar o testemunho também. Eu fiquei impressionada com as crianças, pois eles tiveram que esperar muito tempo até a vez deles, brother Westwood demorou bastante. Mas as crianças ficaram lá, bem comportadas, coisas mais fofas.
O testemunho do brother Westwood me ajudou muito a entender que todos nós somos muito orgulhosos para receber a ajuda de próximo, e aí é onde precisamos aprender a ser humildes para aceitar a ajuda e ajudar as pessoas a servir. E percebi que até ele, conselheiro do ramo, quase 60 anos (não sei), tem dificuldades, e aceita o fato de ainda ter que aprender através das dificuldades. Enquanto eu, nos meus 29 anos, não tenho conseguido aceitar o fato de ainda ter que passar por dificuldades, e ainda com 3 filhos!!! Esses irmãos e irmãs do nosso branch tem netos, e ainda passam por dificuldades....quem sou eu?
Então percebi o semblante do Wagner se suavizando... Ele levantou e prestou o testemunho dele, e fiquei feliz de ver a força crescendo dentro dele e o rosto brilhando novamente. Terminou a sacramental e ele decidiu ficar em todas as reuniões. Yay! Não gosto de sair numa das reuniões, somente se for muito necessário!
De volta em casa, comemos, descansamos, conversei com minha amiga Juliana Trentini, por telefone para compartilhar minhas dores...Foi muito bom conversar com ela, pois me senti mais aliviada e animada para a semana. Me ajuda a esclarecer os pensamentos também. Recebi muitos bons conselhos dela, para animar o Wagner e ajudá-lo a lembrar quem ele é, e a ser um exemplo para as crianças do tipo de pessoa que passa por aflição, mas que levanta a cabeça e bola pra frente.
Ajudei a Suzana a escolher as metas do "Faith in God", depois assistimos videos da igreja no site Mormonchannel.com
Tive uma crise com Wagninho e depois com as meninas (insastifação pela desobediência do Wagninho). Ele se comprometeu a melhorar durante a semana e eu pedi desculpa pelas duras palavras que disse (disse que não amava mais ele). Fizemos as pazes, e depois fomos jantar.
Enquanto fazia um lanche, Wagner e conversamos sobre algo que acho que foi a grande lição de hoje: Egoísmo!
Às vezes tenho a impressão que temos feito uma tempestade num copo dágua, que não é o fim do mundo para estarmos tão desanimos e chateados com nossa atual adversidade. E hoje tive a certeza disso. O que Wagner disse fez todo sentido. Nós não somos os únicos com problemas nessa Terra, nem no ramo, para querer sair depois da sacramental. Se ter problemas na vida for motivo para sair cedo da igreja, então não ficaria ninguem na igreja hoje do Ramo Geneseo. Com esse raciocínio do Wagner, eu pensei que realmente, hoje nos testemunhos, todas as pessoas compartilharam algum problema que estavam enfrentando ou que já viveram. Visualizei na minha mente, todos os membros do branch, e só vi pessoas vivendo em dificuldades, mas firmes e fortes, todos os domingos, fortalecendo umas as outras. Isso me fez sentir muito mal, por achar que sou a única a sofrer na vida. Isso é agoísmo! Pensar somente nos nossos problemas, e não ajudar ninguem. Tantas pessoas precisando da nossa ajuda naquele lugar hoje! E eu nem ao menos liguei para a sister Westwood para saber no que eu poderia ajudar ela quando brother Westwood esteve doente da coluna sem poder se mexer. Quanto egoístas somos! Espero essa lição ter aprendido hoje, não ser egoísta, pensar somente nos meus problemas, mas ajudar as pessoas a minha volta!
Amém!
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