Eu realmente estava elogiando demais a inteligência ao invés deo esforço, e isso realmente eu percebi estava fazendo um efeito ruim para a Suzana e para Wagninho. Suzana porque ela pensa já faz alguns 2 anos que ela não pode falhar, não pode errar, ela tem que fazer tudo certo e perfeito para não nos deixar insatisfeitos, visto que sempre que ela vem com boas noticias da escola nós imediatamente falamos como ela é inteligente e que já esperávamos isso dela. Isso realmente fez uma pressão nela, pois 2 vezes que ela fez uma escolha errada na escola ela só me contou 1 ano depois, por temer a nossa reação.
Então depois que li esse artigo alguns meses atrás eu mudei minha estratégia, eu disse que ela não é perfeita e que tudo bem às vezes errar, que faz parte do aprendizado, eu disse que até mesmo eu e o pai dela erramos muito, somos todos imperfeitos, o importante é se arrepender e melhorar. Isso fez ela ficar mais relax e aproximou-a mais de mim.
Depois que passei a usar essa linha de pensamento com minha filha, ela mudou de "a de que não pode falhar", para a "confiante de poder tentar tudo"! É uma técnica aproximadora, ela sabe que não é perfeita e ela sabe que eu sei disso. Não que ela não fosse confiante antes(na verdade admiro a confiança dela, ela é aventureira), mas percebi que agora ela tem mais confiança nela mesma e em mim!
Isso me fez lembrar muito da minha infância, de quando minha mãe me rotulava como "A inteligente". Realmente isso não foi saudável, porque eu me via como "a pessoa especial", e com isso, a idéia de que eu sempre teria sucesso. Mas não foi bem assim que a vida percorreu, como naturalmente a vida é, com muitos desafios e dificuldades. Demorou um pouquinho para eu aceitar que era como todas as pessoas e não melhor, que tinha que trabalhar e estudar tanto quanto as outras pessoas, senão nada aconteceria na minha vida, só porque eu era inteligente. Foi duro no começo, mas naturalmente aceitei e que bom que consegui me adaptar sem problemas.
Então esse é o artigo:
DICAS DE COMO ELOGIAS SABIAMENTE SEUS FILHOS
O excesso de elogios pode não fazer tão bem aos filhos quanto se imagina. Veja quando o elogio pode atrapalhar ao invés de ajudar.Evitar rótulos
Segundo a pesquisa publicada pela Revista Época, quando se elogia a pessoa ao invés da postura dela diante de uma situação, você está afirmando que ela é daquele jeito e não pode mudar. Um exemplo é quando alguém ouve constantemente que é inteligente. Essa pessoa acredita que não pode nunca errar, então, muitas vezes evita situações um pouco mais difíceis com medo de não parecer inteligente. Não que haja problemas em chamar alguém de inteligente. O problema são os excessos.
Seria mais prudente elogiar a criança pelo esforço. Por exemplo: “Parabéns por você ter tirado uma nota tão boa, você se esforçou muito”, e não “você é muito inteligente, sempre tira boas notas”. Se o segundo caso for mais frequente, imagine a frustração de uma criança quando ela não tirar uma nota tão boa. Ela pode se sentir fracassada.
Não incentivar a competição
Muitos pais incentivam que os filhos sejam melhores do que os outros. Eles nem imaginam o mal que estão causando aos filhos, que vão passar a vida tentando superar os outros, e sempre encontrarão pessoas mais bonitas, mais inteligentes, mais ricas. Pelo menos é isso que vão acreditar, por estarem sempre se comparando aos outros. Ao invés de dizer ao filho “seja o melhor aluno da turma”, um bom conselho seria dizer “filho, procure sempre fazer o seu melhor”.
Você percebe a diferença? Na primeira frase, o filho é estimulado a usar outras pessoas como parâmetro para superá-las, e a competição será sempre sua arma para buscar prestígio dos outros. Já na segunda frase, os pais estarão incentivando o filho a se esforçar para buscar satisfação pessoal dentro do seu limite, por isso raramente se sentirá frustrado. O que não impede que os pais incentivem o filho a usar outra pessoa para tê-la como exemplo de sucesso. Mas daí não é uma questão de disputa, e sim de incentivo. Diga ao seu filho que não existem pessoas mais bonitas ou mais inteligentes, por exemplo, mas sim com aparências e habilidades diferentes, e que todas são importantes para a sociedade.
Ou seja, elogiar faz muito bem para os filhos. Só tome cuidado como, quando e quanto elogiar. Tomando esses cuidados, esbanje amor e carinho, afinal, o mundo está carente demais de afeto. E nossos filhos são um grande presente de
De outra pessoa escrevendo sobre esse estudo:
Um teste, realizado nos Estados Unidos com mais de 400 crianças da quinta série (Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success), desafiava meninos e meninas a fazer um quebra-cabeças, relativamente fácil.
Quando acabavam, alguns eram elogiados pela sua inteligência (“você foi bem esperto, hein!) e outros, pelo seu esforço (“puxa, você se empenhou pra valer hein!”).
Em uma segunda rodada, mais difícil, os alunos podiam escolher entre um novo desafio semelhante ou diferente.
A maioria dos que foram elogiados como “inteligentes” escolheu o desafio semelhante.
A maioria dos que foram elogiados como “esforçados” escolheu o desafio diferente.
Influenciados por apenas UMA frase.
O diagrama abaixo mostra bem as diferenças de mentalidade e o que pode acontecer na vida adulta.
O Malcom Gladwell tem um ótimo livro sobre a superestimação do talento, chamado “Fora de Série” (“outliers”). Lá aprendi sobre a lei das 10 mil horas, tempo necessário para se ficar bom em alguma coisa e que já ensinei pro meu filho.
Se você tem um filho, um sobrinho, ou um amigo pequeno, não diga que ele é inteligente. Diga que ele é esforçado, aventureiro, descobridor, fuçador, persistente.
Celebre o sucesso, mas não esqueça de comemorar também o fracasso seguido de nova tentativa.
Celebre o sucesso, mas não esqueça de comemorar também o fracasso seguido de nova tentativa.
UPDATE : Apenas alguns esclarecimentos a alguns dos comentários…
01. Não, eu não estou dizendo para não elogiar as crianças. E não, também não estou dizendo para você nunca dizer para o seu filho que ele é inteligente. É apenas uma questão de evitar o RÓTULO.
02. Evidentemente não sou o autor dessa tese/teoria, muito menos desse estudo citado no post. Escrevi justamente SOBRE essa linha de pensamento. Quem escreveu essa teoria foi Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success(http://news.stanford.edu/news/2007/february7/dweck-020707.html) como foi citado acima e nos comentários também.
03. Gostaria de aproveitar o update e agradecer pelos inúmeros comentários e likes, o que prova o quanto esse assunto é fascinante. Obrigado!
Nenhum comentário:
Postar um comentário